Acesse e responda o formulário abaixo.
Ou acesse diretamente:
https://forms.gle/XxyHkJ5rgEfuoJC18
🎲 Agora acesse e responda o segundo formulário.
Ou acesse diretamente:
https://forms.gle/pmyYVS8fXBk9E7eh9
📊 Monitorar ambientes marinhos e costeiros (praias, recifes, estuários, ...)
🐟 Estimar estado e trajetória de populações e comunidades marinhas
🌊 Modelar correntes oceânicas e processos físicos
🔬 Analisar dados ambientais e oceanográficos
🎯 Definir e avaliar estratégias de monitoramento e gestão ambiental
Tudo depende de confrontar dados com modelos
✅ Formulário 1: Dado mental (simulado mentalmente)
✅ Formulário 2: Dado físico (lançado de verdade)
✅ Experimento: O lançamento do dado físico serve de controle para o dado mental
✅ Os dados estão coletados, mas ninguém viu os resultados ainda!
Se juntarmos os resultados de toda a turma em um gráfico de frequência,
como vocês esperam que o gráfico se pareça?
💭
Se o dado for justo, esperamos que cada face apareça aproximadamente 1/6 das vezes
A expressão abaixo descreve um modelo probabilístico:
$$M_1: P(X = k) = \frac{1}{6} \text{ para todo } k$$
O modelo é uma representação matemática do que esperamos observar
se nossa hipótese do Dado
Justo for verdadeira
Mesmo com um dado perfeitamente justo, cada repetição do experimento produzirá resultados um pouco diferentes
O padrão resultante vai produzir uma distribuição aproximadamente uniforme, parecida com a de um dado justo?
💭
Quais números tenderiam a ser escolhidos com mais ou menos frequência?
H₂: As pessoas preferem o centro e evitam os extremos
| Face | 1 | 2 | 3 | 4 | 5 | 6 |
|---|---|---|---|---|---|---|
| p | 1/14 | 2/14 | 4/14 | 4/14 | 2/14 | 1/14 |
Todas as faces igualmente prováveis
$$M_1: \quad p_k = \frac{1}{6}$$
Centro mais provável, extremos raros
$$M_2: \quad p_3 = p_4 = \frac{4}{14}$$
O que temos agora?
Temos duas hipóteses,
cada uma descrita por um
modelo probabilístico diferente
Como quantificar o modelo mais compatível com os dados?
Se temos um modelo que atribui probabilidades a cada resultado possível de um experimento, podemos medir quão compatível o modelo é com os dados que de fato temos em mãos.
A verossimilhança é a função que associa os dados a este modelo de probabilidade.
Olha para frente: dado um modelo, qual a chance de observar um resultado?
$$P(\text{dados} \mid H)$$
O modelo é fixo, o resultado varia
Olha para trás: dado que observamos um resultado, quão plausível é o modelo?
$$\mathcal{L}(H;\text{dados})$$
Os dados são fixos, o modelo varia
O valor numérico de $\mathcal{L}(H;\text{dados})$ é calculado como $P(\text{dados} \mid H)$. A diferença está na interpretação: a verossimilhança mede a plausibilidade de hipóteses, não de resultados.
$$\mathcal{L}(H;\text{dados}) = \prod_{k=1}^{6} p_k^{n_k}$$
Onde $p_k$ é a probabilidade que o modelo atribui à face $k$,
e $n_k$ é quantas vezes essa face apareceu
Em log (mais prático para computação):
$$\log \mathcal{L}(H;\text{dados}) = \sum_{k=1}^{6} n_k \cdot \log(p_k)$$
# Definir as probabilidades associadas ao modelo H1
p_h1 <- rep(1/6, 6)
# Calcular a log-verossimilhança para o dado físico
loglik_h1_fisico <- sum(freq_fisico * log(p_h1))
# Calcular a log-verossimilhança para o dado mental
loglik_h1_mental <- sum(freq_mental * log(p_h1))
Na ciência, nunca avaliamos uma hipótese isoladamente.
Sempre comparamos:
este modelo versus aquele modelo
esta explicação versus aquela explicação
# Definir as probabilidades associadas ao modelo H2
p_h2 <- c(1, 2, 4, 4, 2, 1) / 14
# Calcular a log-verossimilhança para o dado físico
loglik_h2_fisico <- sum(freq_fisico * log(p_h2))
# Calcular a log-verossimilhança para o dado mental
loglik_h2_mental <- sum(freq_mental * log(p_h2))
$$\Lambda = \frac{\mathcal{L}(H_2;\text{dados})}{\mathcal{L}(H_1;\text{dados})}$$
$$\log \Lambda = \sum_{k=1}^{6} n_k \cdot \log\!\left(\frac{p_k^{(H_2)}}{p_k^{(H_1)}}\right)$$
Para cada face, medimos o quanto H₂ prevê a mais ou a menos que H₁, ponderado pelo número de vezes que a face apareceu
$$\Lambda = \frac{\mathcal{L}(H_2;\text{dados})}{\mathcal{L}(H_1;\text{dados})}$$
| $\Lambda > 1$ ($\log\Lambda > 0$) | dados mais compatíveis com $H_2$ do que com $H_1$ |
| $\Lambda < 1$ ($\log\Lambda < 0$) | dados mais compatíveis com $H_1$ |
| $\Lambda = 1$ | os dois modelos explicam os dados igualmente bem |
| $\Lambda = 10$ | $H_2$ é 10 vezes mais compatível com os dados do que $H_1$ |
Comparando H₁ e H₂ para cada tipo de lançamento
lambda_mental <- exp(loglik_h2_mental - loglik_h1_mental)
lambda_fisico <- exp(loglik_h2_fisico - loglik_h1_fisico)
cat("Razão H2/H1 — dado mental:", round(lambda_mental, 2), "\n")
cat("Razão H2/H1 — dado físico:", round(lambda_fisico, 2), "\n")
| Etapa | O que fizemos | Conceito formal |
|---|---|---|
| 1. Experimentação | Geramos dados sob duas condições experimentais (dado mental e dado físico) | Desenho experimental e grupo controle |
| 2. Expectativas | Formulamos previsões antes de ver os resultados | Hipóteses H₁ e H₂. Raciocínio hipotético-dedutivo |
| 3. Modelos probabilísticos | Traduzimos as intuições em dois modelos concorrentes com probabilidades explícitas | Modelo probabilístico e aleatoriedade |
| 4. Análise exploratória | Confrontamos os gráficos de frequência com as expectativas dos modelos | Análise exploratória guiada por hipótese |
| 5. Razão de verossimilhanças | Quantificamos qual modelo é mais compatível com os dados observados | Verossimilhança e razão $\Lambda$ |